Como tudo o que sobe um dia tem que descer, também tudo aquilo que começa
há de um dia terminar. Assim, que há-de terminar a minha actual aventura.
Um dia disseram-me, que o vento
muda as marés e faz com que nossos destinos mudem de direção. E que o mais importante
é aprender a contar com isso quando fizer novos planos. As rotas sempre podem
ser alteradas e às vezes só nos damos conta disso quando é tarde para fazer a
volta. Sei também que não importa o quanto mude a maré, os planos, os rumos, as
surpresas, os meus “quereres” e “gostares”: se eu estiver inteira e em paz
comigo, com meus sentimentos e com a minha verdade interna, conseguirei sair
ilesa do olho do furacão. Fatalmente com alguns arranhões, uns mais fundos e
outros nem tanto, marcas que servirão de lembrança e darão boas histórias pra
contar. Logo, é assim que encaro essa volta ao que deixarei pra trás; aos
planos que abandonei, pra seguir outros barcos. Planos que já não são mais os
mesmos, pois nunca um mesmo homem se banhará novamente no mesmo rio. Eu sigo
acreditando que tudo o que acontece na minha vida é para o meu bem. E que o
plano de Deus, definitivamente, é que sejamos felizes. Sinto-me cada dia mais
fortalecida e grata por tudo o que vivi até hoje. E tenho a certeza de que
assim será: cada dia mais forte... Seja ao norte ou ao sul, seja de qualquer
ponto de partida. O que importa é não deixar-se estacionar, acomodar, é sempre
aceitar o desafio de seguir... mesmo que seguir signifique voltar.
Sem comentários:
Enviar um comentário